Entregas de Valor: Como garantí-las por meio da imersão, colaboração e experimentação?

Criatividade e inovação

Com um mercado cada vez mais concorrido e surgimento de soluções exponencialmente inovadoras, é extremamente importante que as empresas possam criar os produtos e serviços certos, para que consigam atender, em um curto espaço de tempo, às necessidades de seus usuários.

A proposta desse texto é demonstrar, por meio de um método eficaz, como desenvolver soluções que possam de fato resolver os problemas dos usuários, e com isso, alcançar resultados superiores e se destacar no mercado.

Introdução

Vivemos em um mundo onde cada vez mais a colaboração se faz presente, seja no trabalho com as equipes, seja vivendo em sociedade, principalmente quando vemos o crescimento da chamada economia colaborativa.

Soluções que tem obtido um crescimento exponencial nos últimos anos se baseiam na premissa do uso, e não da posse, vide exemplos do carros da Uber, dos quartos do AirBnb, dos patinetes da Grin e das caronas do Blablacar.

Seguindo nessa linha e trazendo para o dia a dia das empresas, considerando o fornecimento de suas soluções a seus clientes, há de se pensar como imprescindível contar com a colaboração destes, a fim de se garantir a aderência das entregas às suas necessidades.

O Manifesto Ágil tem essa premissa incluída em um dos seus quatro valores, declarando que a colaboração com o cliente é mais importante que negociação de contratos, e ainda acrescenta em seus princípios que a maior prioridade é satisfazer o cliente através da entrega contínua e adiantada com valor agregado.

Além disso, as empresas necessitam enfrentar um mercado cada vez mais competitivo, de forma mais eficaz e ágil, a fim de maximizar seus resultados. Com isso, buscam garantir produtos de valor entregues aos clientes e se baseiam em métodos para definição do produto certo.

A importância dos ciclos curtos de feedback e entregas de valor

Os ciclos curtos de feedback permitem que esse processo colaborativo seja efetivo, por meio de uma mudança de mindset com relação ao papel do cliente durante a execução, estabelecendo um processo de aprendizagem extremamente valioso para as organizações.

Em adição, há um aspecto essencial para que a entrega de valor aconteça e se obtenha um maior benefício desse processo iterativo de feedback e aprendizado: a experimentação e a não punição ao erro.

Isso porque, para se testar uma solução ou suas partes, bem como validar com o usuário para obter seu retorno e poder se ajudar, deve-se estar aberto ao erro. E quanto antes isso acontecer, melhor!

Iteração e colaboração

Tanto que as maiores e mais inovadoras empresas do Vale do Silício têm como lema a frase:

FAIL FAST, LEARN FASTER AND ACT!

Ou seja, significa que você precisa falhar rápido, aprender com o erro e agir para ajustar sua solução o mais breve possível.

Mas e o Design Thinking?

Com isso, chegamos ao core do Design Thinking, uma abordagem centrada no usuário e na entrega de valor, que se baseia na Empatia, Colaboração e Experimentação, e que foca na inovação e co-criação de produtos.

Ele é a base de métodos como Design Sprint e Lean Inception, os quais se utilizam de protótipos ou MVPs, respectivamente, com o objetivo de validar a ideia com o usuário final e obter seu feedback.

Duplo diamante

Além disso, essas abordagens são associadas ao universo da agilidade, justamente por terem seu foco em entregas rápidas e de valor, como uma das características similares que existem entre o Lean e o Agile, as quais também incluem: Melhoria contínua; Construir com qualidade; e respeito às pessoas.

Quando usamos de forma combinada abordagens como o Design Thinking e o Lean para explorar o problema e construir o produto certo (eficácia) com métodos agile para se construir certo o produto (eficiência), é que se torna possível se alcançar a efetividade nos resultados.

Essa fórmula permite uma maior probabilidade de se resolver problemas e explorar possibilidades, fazendo com que toda ação e seus resultados virem uma oportunidade de aprendizado para tomar melhores decisões.

E a questão do aprendizado é extremamente importante para o processo de melhoria das entregas ou produtos, pois garante uma maior aderência às necessidades do usuário, permitindo validar se estamos no caminho certo.

Essa é uma das principais mudanças com relação ao processo tradicional de produção ou execução dos projetos, onde se adotavam premissas com base em algumas informações iniciais ou em pesquisas de mercado, e que somente ao se entregar o resultado final ou produto é que seria possível verificar se ele estaria de acordo ou não.

Esse processo é, muitas das vezes, extremamente custoso para as organizações, pois ao se criar, desenvolver e lançar o produto no mercado ou entregar um projeto e, em caso de não atendimento das necessidades dos clientes, todo aquele trabalho impetrado na sua realização terá que ser jogado fora ou modificado drasticamente para alcançar seu objetivo.

Ciclo de feedback

Portanto, é preciso entender que ser ágil não é só se utilizar de um método ou abordagem, mas um conjunto mais amplo e combinado de técnicas, e também de comportamentos e atitudes, que garantam: um foco no indivíduo, colaborando com o usuário e se adaptando às mudanças, por meio dos ciclos curtos de feedback para que se tenha a entrega antecipada de valor do produto (parte ou inteiro) funcional.

E onde entra o Design Sprint nessa história?

O Design Sprint é um método que foi desenvolvido pela Google Ventures, uma divisão da Google que trabalha investindo em startups promissoras, por Jane Knapp na época em que trabalhava na empresa e foi popularizado no livro Sprint, escrito por ele e seus parceiros.

Esse método foi criado em um cenário em que tecnologia e inovação se uniram pa