Como encarar o desafio da transformação ágil com efetividade?


O céu é o limite!

As empresas necessitam enfrentar um mercado cada vez mais competitivo, de forma mais eficaz e ágil, a fim de maximizar seus resultados, buscando um time-to-market e custos menores, produtos inovadores e a satisfação de seus clientes.

Com isso, muitas decidem que realizar a transformação ágil é a solução para não perder espaço para a concorrência e começam sua cruzada na adoção de métodos que possam salvá-las de um possível (ou inevitável) naufrágio.

Entretanto, uma transformação organizacional pra valer não deve focar apenas em uma adoção parcial da agilidade, devendo se atentar para diversos aspectos, áreas e níveis da empresa, a fim de que seja realizada efetivamente.

Isso porque, quando se fala em transformação, se fala em uma mudança cultural, que deve permear toda a organização e ter uma forte liderança da alta gestão, sob o risco de não se alcançar os resultados esperados.

Portanto, é preciso se apoiar em quatro pilares que irão permitir a adoção da agilidade de forma completa na organização, sendo através de:

  • Produtos de valor entregues aos clientes

  • Adoção de métodos ágeis e equipes colaborativas

  • Uma liderança servidora capaz de extrair o melhor das equipes

  • Uma estrutura capaz de liderar a transformação ágil na empresa

O modelo

Esses pilares conformam um modelo que, como a agilidade prevê, pode ser adaptado de acordo com o contexto da organização, podendo-se começar sua adoção por quaisquer uma das quatro iniciativas.

Além disso, o mesmo é rodado de forma cíclica, buscando a melhoria contínua e realização de ajustes necessários, e não obrigatória, significando que nem todos os pilares serão adotados ou revisados.

O modelo para a Transformação Ágil Efetiva está representado na imagem abaixo e detalhado a seguir.

Gestão Ágil de Projetos

É preciso, antes de tudo, ter um foco na importância do mindset ágil e das pessoas dentro do processo de transformação, bem como desmistificar alguns conceitos da gestão tradicional.

Com isso, é possível apresentar os principais métodos ágeis, como Scrum e Kanban, e como pode-se aplicá-los no dia a dia das atividades, reforçando a grande relevância do trabalho colaborativo.

É fundamental, também, compreender as mudanças na estrutura com a adoção dos times ágeis e quais os papéis que precisam ser executados em um ambiente multidisciplinar, e como preparar as pessoas para essa nova realidade.

Liderança ágil

Demonstra como o líder tem um papel fundamental no alcance dos resultados em um ambiente colaborativo e de transformação para a agilidade, e como ele se insere no mesmo, através de conceitos de gestão 3.0.

Em adição, busca a adoção de um modelo de liderança servidora, que se adequa às mudanças no contexto do mundo atual e abordagens ágeis, e sua importância no direcionamento das equipes face à visão e no apoio para se encontrar soluções eficazes.

Essas mudanças em relação ao modelo tradicional são significativas e tem a função de pavimentar o caminho para que as equipes possam alcançar um desempenho superior, via um melhor alinhamento e comunicação, com mais respeito e confiança de todos.

Agile PMO

Tido como uma área ligada à visão tradicional de gestão de projetos, o PMO pode ter um papel primordial na transformação ágil. O objetivo é focar no Escritório de Gestão de Projeto dentro do contexto no qual as organizações e projetos estão inseridos.

Apresenta um modelo completo e adaptativo para implantação e gestão de PMOs em qualquer empresa. Ou mesmo a sua adaptação, caso já exista, à um ambiente onde a agilidade já esteja sendo adotada, apoiando a sua disseminação em toda a empresa.

Ainda, demonstra como PMOs tem aderência à agilidade através dos pilares de adaptação, transparência e inspeção, e como podem liderar esse processo de transição do tradicional para o ágil, ou para uma abordagem híbrida de gestão.

Desenvolvimento de produtos

Utiliza modelos centrados no usuário e na entrega de valor, que focam na inovação e co-criação através de um trabalho colaborativo, para a definição de soluções criativas e de sucesso.

Fomenta o uso de métodos práticos como Design Sprint e Lean Inception, para a criação de protótipos e MVPs para validação de ideias e resolução de problemas, buscando a realização de testes rápidos e um aprendizado valioso para a organização.

Defende a experimentação como forma de se chegar às melhores soluções, que podem vir de qualquer lugar e não somente de um grupo pensante seleto, aumentando a participação e o engajamento de todos na busca pelo sucesso.

Conclusão

As empresas precisam atentar para o fato de que a transformação passa primeiramente pelas pessoas, as quais precisam de uma mudança de mindset, para que se possa extrair o máximo dos métodos, processos e tecnologias que, eventualmente, sejam adotados.

Qualquer que seja o estágio em que a organização se encontre no que tange a agilidade, o modelo permite que se alcance melhores resultados, seja adotando-o por inteiro ou somente nos pilares em que a organização realmente tenha necessidade.

E, ainda, podendo usufruir da melhoria contínua e disseminar a agilidade por toda a organização e suas lideranças, não se limitando à implantação de um método em uma área ou iniciativa isolada.

Mas sim, realizando uma mudança cultural que permita agregar valor ao negócio de forma colaborativa e antecipada, por meio de produtos inovadores, pessoas e líderes engajados e uma estrutura que lidere a transformação ágil efetiva na organização.

Texto também disponível no Linkedin.


Caso tenha curtido o assunto, se inscreva em alguns dos nossos Workshops !

__________________________________________________________________________

Sobre o autor:

Júnior Rodrigues

Diretor Executivo na Gespro Treinamento e Consultoria.