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Descubra porquê o Agile Coach é, na verdade, um Agile PMO

13/09/2018

 

Uma das coisas que ainda me deparo hoje em dia é com um questionamento sobre a atuação de um PMO dentro de um ambiente ágil, vendo algumas caras torcidas e dúvidas sobre o papel dessa estrutura nesse contexto.

 

Vários textos e autores já abordaram esse tema, como Fábio Cruz em seu livro PMO Ágil, mas ainda persiste na comunidade de agilistas um certo ceticismo a respeito, acreditando ser inviável a coexistência dessa estrutura com a agilidade.

 

Porém, uma das associações mais pertinentes que já vi até agora é a do (ou uma equipe de) Agile Coach com uma visão ágil do PMO. É isso mesmo que você leu! Inclusive vi algumas vagas que já fazem essa associação:

 

 

 


Por mais que pareça estranho para alguns (sobretudo para a turma que abomina a visão tradicional), os papéis são muito similares em sua atuação no ambiente de agilidade, já que o Agile Coach é um líder / mentor / facilitador em métodos ágeis.

 

Como coaching, cria um ambiente para o indivíduo e a equipe crescerem mais rapidamente, um ambiente de confiança, respeito e colaboração saudável. E por ser calejado e conhecer diversas técnicas para além do Scrum, atua de forma escalada na organização e projetos.

 

Uma equipe de Agile Coaches (ACT – Agile Coaching Team) é, na verdade, uma estrutura de Agile PMO. Não existe um propósito diferente de um PMO tradicional, que é o de garantir que o projeto crie um produto correto de maneira satisfatória em um prazo aceitável. O que muda é a abordagem.

 

Formando uma equipe eficaz, focada na execução de metodologias e frameworks Agile, em conjunto, de maneira profissional e eficiente, o Agile PMO suporta o todo em nível de portfólio, bem como a comunicação entre equipes, na execução e nos reportes.

 

Um dos papéis principais é ser agente transformador da mudança cultural de uma organização. Uma coisa é aplicar Scrum em um time, outra é quando se fala em diversos times trabalhando no modelo ágil.

 

É necessário educar as áreas que demandam os projetos que o modus operandi muda nesse novo modelo, assim como empoderar os Product Owners para que consigam priorizar os backlogs com sucesso.

 

Busca-se, assim, influenciar a organização a ter uma maior fluência em agilidade, motivando a gerência, a alta direção e a organização como um todo a aplicar os princípios ágeis no dia a dia.

 

Sob essa visão, as atividades comuns entre os dois papéis, portanto, seriam:

 

- Desenvolver um programa de treinamento – o PMO pode ser de grande ajuda na montagem de treinamento ágeis, principalmente na adoção de metodologias como o Scrum, através de treinadores externos ou por conta própria.

- Fornecer coaching - individual e em pequenos grupos é incrivelmente útil, alguém com profunda experiência se senta com a equipe e ajuda os membros através de sua própria reunião de planejamento de sprint real (ou qualquer habilidade que esteja sendo treinada).

- Selecionar e treinar multiplicadores - identificar e desenvolver novos coaches, observando as equipes que eles ajudam a se tornarem qualificados.

- Desafiar os comportamentos existentes – atuar em velhos hábitos que impedem as pessoas de se tornarem ágeis, além da melhoria contínua e a prevenir o início da complacência.

- Disseminar a metodologia – apoiar a organização para garantir que o Scrum seja implementado tão bem quanto possível.

- Estabelecer e coletar métricas - coletar é a informação de como as equipes estão se saindo para agregar valor, como velocidade, story points e bugs.

- Reduzir o desperdício - evitar a apresentação de documentos, reuniões, aprovações e assim por diante, a menos que seja absolutamente necessário e agreguem valor.

- Ajudar a estabelecer e apoiar comunidades de prática - incentivar a formação de grupo de indivíduos que gostam de pensar ou que possuem habilidades semelhantes, ajudando a espalhar qualquer boa ideia de uma equipe para outra.

- Criar consistência entre as equipes - a consistência entre as equipes vem da maioria ou de todas as equipes que concordam que uma determinada prática é uma boa ideia.

Além do que foi descrito acima, existem algumas atividades que sairiam um pouco do escopo do Coach, mas que ainda seriam pertinentes às funções de um PMO, mesmo que ágil:

- Ajudar com relatórios – no reporte semanal sobre o status de cada projeto, o PMO pode ajudar na preparação.

- Auxiliar nas necessidades de conformidade - padrões ISO 9001, Sarbanes-Oxley e assim por diante ou com processos específicos, conscientizando equipes sobre essas necessidades.

- Gerenciar o ingresso de novos projetos - ajudar a gerenciar a taxa de iniciação de novos projetos, apoiando a organização a resistir à tentação de iniciar projetos muito rapidamente.

 

Quando se pensa em uma vertente que une o mindset ágil com algumas práticas tidas como mais tradicionais, podemos abordar uma visão híbrida da gestão de projetos, onde a figura de um Agile PMO faria mais sentido ainda.

 

Agile aqui não se limita a aplicação de uma metodologia em si, mas na capacidade de adaptação do PMO às necessidades de negócios e ao contexto dos projetos, podendo atuar em abordagens de projetos ágeis e/ou tradicionais.

 

E você, acha que essa abordagem é válida e pegaria na sua empresa? Deixe seu comentário e compartilhe com suas conexões para enriquecer a discussão.

 

Also available at Projectmanagement.com

 

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